As Aventuras de Sharpe vol. 2: O Triunfo de Sharpe

22/05/2013

Para ler a resenha do primeiro volume, O Tigre de Sharpe, clique aqui.

Embarquei em mais uma aventura junto a Richard Sharpe. Desta vez, a luta do exército britânico não é contra os Tigres de Misore, do sultão Tipu, mas sim contra os Mahrattas e os ambiciosos soldados europeus, que desertaram de seus antigos postos a fim de fazer fortuna junto aos marajás que prometem – e cumprem – uma vida de riquezas em menos tempo do que se poderia imaginar. 

O inimigo da vez é o major William Dodd – um senhor desiludido e sem perspectiva de melhora de vida, que não vale o chão que pisa – que resolveu virar a casaca depois de ter entrado em altas confusões no exército. Nosso protagonista Richard conhece o tal Dodd na hora errada, no local errado. William Dodd passou o forte de Chasalgaon na espada, matou geral, mas adivinhem só quem foi o único que conseguiu escapar dessa chacina toda? 


“Sharpe permaneceu imóvel. Uma mosca caminhava por ser globo ocular e ele se forçou a permanecer imóvel como uma estátua. Tinha sangue no rosto e mais sangue juntara-se na orelha direita, embora tivesse secando agora. Piscou, temendo que o leve movimento atraísse um dos assassinos, mas ninguém reparou.” 

Pois é, a velha técnica do “finge de morto aí, se quiser permanecer vivo”. E funcionou muito bem, porque além de ser o único sobrevivente, Sharpe ficou puto e jurou venganza contra o major William Dodd. Eis aí o plot do segundo livro: a perseguição do desertor. E nessa perseguição entra o nosso conhecido Coronel McCandless, que quer encontrar o traidor a fim de fazer-se cumprir a justiça. E no meio disso temos as costumeiras batalhas do Cornwell e as também costumeiras tentativas do Hakeswill de ferrar com a vida do Richard. 

E eu que já tinha detestado o Hakeswill logo de primeira e que ingenuamente pensava ter me livrado do demônio, eis que o desgraçado volta e volta pior do que antes. Olha: quero muito sangue e sofrimento pra ele nos próximos livros porque está claro e evidente que Sharpe não consegue simplesmente meter-lhe uma bala na cabeça feia, o que, convenhamos, resolveria todos os problemas de forma bastante satisfatória. Vou sugerir. 

Bom, O Triunfo de Sharpe foi um pouco aquém do primeiro livro. A história toda de desertor e até as batalhas deste volume não foi, para mim, tão boa quanto às do primeiro. O que não quer dizer que foi uma leitura ruim, de modo algum! Apenas que comparado ao primeiro volume, e apenas em comparação, o Triunfo está abaixo no meu ranking pessoal. No geral, estou ainda fissurada em continuar essa série e já estou contando os dias para começar o próximo volume.

2 comentários:

  1. Estou lendo Azincourt e gostando muito. To só esperando meu aniversário (consequentemente dinheiro) chegar para comprar o tigre de sharpe e continuar acompanhando as obras de Cornwell.

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    1. Ainda completo minha coleção com todos os livros do gajo =P

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